Lista de livros vestibular ITA – Disponíveis em PDF

A cada ano, o vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) cobra leituras obrigatórias de obras da Literatura Brasileira. Tais obras são essenciais para realizar as questões da área de Língua Portuguesa no vestibular.

Divulgada no mês de maio, as leituras obrigatórias para o vestibular do ITA de 2020 abrangem dois contos e um romance: O Alienista, de Machado de Assis; São Bernardo, de Graciliano Ramos e A Hora e a Vez de Augusto Matraga de Guimarães Rosa. A prova será realizada no dia 1 de dezembro de 2019.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Livros para o vestibular PUC SP <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

Obras para o vestibular ITA 2020

  É importante conhecer os autores e obras que serão cobradas no vestibular do ITA. Por conta disso, nos próximos tópicos serão apresentados resumidamente a biográfica de cada autor e o enredo de cada obra. No fim de cada obra, também serão disponibilizadas os links em que as obras podem ser encontradas em PDF gratuitamente.

 O Alienista – Machado de Assis

Considerado o maior escritor brasileiro e principal representando do Movimento Realista no Brasil, Joaquim Maria Machado de Assis, conhecido popularmente como Machado de Assis, nasceu na cidade de Rio de Janeiro (RJ), em 21 de junho de 1839. O autor começou a publicar textos com apenas 16 anos.

Sua produção literária abrange poemas, contos, crônicas, romances, peças teatrias e periódicos. Seu primeiro livro foi publicado em 1864 com o nome “Crisálida”. Em 1872, Machado iniciou seu projeto romanesco com a publicação do romance psicológico “Ressurreição”. Entre seus romances mais famosos estão “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borbas” (1891) e “Dom Casmurro” (1899).

O autor também foi um dos fundadores e o primeiro presidente da “Academia Brasileira de Letras”, criada em 1897. Machado permaneceu nesse cargo até sua morte, em 29 de setembro de 1908.

A história se centraliza no personagem de Simão Bacamarte, um médico respeitado. O médico decidi criar um manicômio na cidade de Itaguaí, chamado Casa Verde.

Simão Bacamarte interna muitos indivíduos em seu manicômio, uma vez que começa a enxergar loucura em muitas pessoas. Por conta da internação de diversas pessoas, os cidadãos da cidade começam a ficar apreensivos, gerando o movimento “Revolta do Canjica”, liderado pelo barbeiro Porfírio.

Porém, o barbeiro tinha o intuito de seguir carreira política e, após uma reunião com Simão, acaba se aliando a ele, fazendo com que as internações continuam na cidade.

Dessa forma, Porfírio é deposto da revolta, uma vez que diversos membros desta também são internados. Mesmo com a revolta, a Casa Verde se fortalecia ao longo do tempo e, até Dona Evarista, esposa do Alienista, é internada.

Quando mais de três quartos da população da cidade se encontrava internada, Simão nota que havia algo de errado com seu critério de avaliação de loucura, uma vez que, se a maioria seguia um desvio de padrão, quem tinha regularidade em suas ações eram os verdadeiros loucos. Assim, ele decidiu prender a minoria.

Por fim, ele não encontrou ninguém que possuísse ao menos um desvio de caráter a não ser ele mesmo. Dr. Simão então se internou e ficou sozinho na Casa Verde, onde faleceu dezessete meses depois.

São Bernardo – Graciliano Ramos

Graciliano Ramos foi um escritor brasileiro, sendo apontado como o melhor ficcionista do Modernismo e grande destaque na segunda fase do movimento. Nascido em 27 de outubro de 1892 na cidade de Quebrângulo, no Alagoas, Gracialiano Ramos viveu no contexto do sertão nordestino, o que o influenciou para produzir obras que abordavam os problemas sociais dessa região.

Em 1933, Graciliano Ramos publica seu primeiro romance “Caetés”. Em seguida, publica o romance “São Bernardo” (1934), “Angústia” (1936) e “Memórias do Cárcere” (1937).

Considerado sua obra mais importante, o romance “Vidas secas” é escrito e publicado em 1938. Graciliano Ramos morre no Rio de Janeiro no dia 20 de março de 1953.

A história centra-se no narrador-personagem Paulo Honório, ou seja, é uma narrativa em primeira pessoa que se desenvolve por meio dos planos de Paulo como narrador e de Paulo como personagem. Esse personagem trabalha na roça até os dezoito anos, quando comete o primeiro crime, o esfaqueamento de João Fagundes, por ele ter se envolvido com Germana, mulher que Paulo se encanta.

Ao sair da cadeira, o personagem caminha e faz negócios de terra em terra. Até que ele revolve se estabelecer na propriedade São Bernardo, a qual consegue comprar depois de emprestar dinheiro a juros e enganar o herdeiro da propriedade, Luís Padilha.

São Bernardo passa a dar lucros ao protagonista e ele acredita ser a hora de conceber um herdeiro. Casa-se, então, com Madalena. O casamento teve diversos problemas, piorando com a chegada do filho do casal. A infelicidade no casamento faz com que Madalena tire a própria vida.

Por fim, Paulo Honório, viúvo, é abandonado por todos que conhecia. Assim, decide escrever o livro em questão.

A Hora e a Vez de Augusto Matraga – Guimarães Rosa

Guimarães Rosa foi um contista, novelista, romancista e diplomata, nasceu em Cordisburgo (MG), em 27 de junho de 1908. O autor fez parte da Terceira Geração Modernista no Brasil.

A maioria de suas obras foram ambientadas no sertão brasileiro, marcadas pelo regionalismo e mediadas por uma linguagem inovadora, utilizando de neologismo, ou seja, invenções linguísticas e palavras populares. Sua obra de maior destaque é “Grande Sertão: Veredas”, publicada em 1956.

Em 1963, Guimarães Rosa é eleito para a Academia Brasileira de Letras, tomando posse somente em 16 de novembro de 1967. Três dias depois da posse, falece no Rio de Janeiro (RJ).

  Incluindo no livro “Sagarana”, de 1946, o conto centraliza-se na história de Nhô Augusto, um homem cruel e marcado pela violência. A narrativa tem o sertão mineiro como o espaço central.

Nhô Augusto acaba perdendo sua fortuna com jogos e mulheres. Por conta disso, perde seus capangas, que começam a trabalhar para seu inimigo: o major Consilva Quim Recadeiro. O personagem também perde sua a mulher, que, por causa das traições e maus tratos do marido, foge com outro e leva a sua filha.

Furioso com os acontecimentos, Nhô Augusto tenta brigar com o major. Porém, no meio do caminho, é atacado violentamente pelos capangas do inimigo, ficando à beira da morte.

O bando o atira de um barranco, mas, por um milagre, o sujeito sobrevive. Depois disso, Nhõ Augusto se converte, decidindo tomar um novo rumo.

Sua nova vida segue normalmente até a chegada de Joãozinho Bem-Bem, um jagunço. Nhô Augusto é convidado a se juntar a eles, mas ele recusa.

Depois de um tempo, Nhô Augusto se cruza novamente com Joãozinho Bem-Bem que planeja matar uma família de um assassino fugido.

Nhô Augusto discorda completamente. Nesse momento, ele se sente como seu antigo eu e mata alguns capangas e o próprio Joãozinho. Durante essa briga, Nhô Augusto volta a ser reconhecido, porém acaba falecendo.

Gilmar Penter

Fotógrafo, ator e comunicador. Gil é apaixonado pelas artes e pela aventura que é a vida. Nas palavras, vê uma chance de mudar o mundo, mesmo que para isso tenha que vir até ele, afinal, passa muito mais tempo no mundo da lua.

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